A Tether decidiu não seguir o caminho do desenvolvimento de uma blockchain própria.
Paolo Ardoino, CEO da emissora de stablecoins, disse à Bloomberg que, embora a empresa tenha a expertise tecnológica necessária, o mercado de blockchains está atualmente saturado, com centenas de redes disputando espaço.
Ardoino ressaltou que, nesse cenário, lançar uma blockchain não seria uma decisão prudente do ponto de vista dos negócios.
“Somos excelentes em tecnologia, mas acredito que blockchains se tornarão commodities em breve. Criar uma blockchain própria pode não ser o movimento certo”, afirmou o CEO.
Desde o lançamento do Bitcoin em 2009, o setor de criptomoedas presenciou uma explosão de novas blockchains, totalizando pelo menos 306 redes diferentes.
Cada uma delas busca oferecer soluções e serviços inovadores, mas a grande quantidade de opções tem tornado difícil para muitas se destacarem.
Por isso, a Tether optou por evitar contribuir para essa superlotação da indústria, concentrando seus esforços em manter sua posição de liderança no segmento de stablecoins.
Nesse sentido, em vez de lançar uma nova blockchain, a empresa tem expandido a presença da USDT em diversas redes já estabelecidas, com a adição mais recente na Aptos.