Enquanto o bitcoin (BTC) luta para se manter acima dos US$ 110 mil, um gráfico da plataforma CryptoQuant tem chamado atenção.

O dado mostra a distribuição da capitalização realizada por idade dos UTXOs (as moedas que não se movimentam há algum tempo) e aponta uma semelhança com os topos dos ciclos anteriores.
Nas máximas de 2017 e 2021, o que se viu foi um comportamento quase coreografado. Holders antigos começaram a movimentar seus BTCs para realizar lucro, e a participação das moedas paradas por longos períodos despencou.
Esse movimento foi seguido por quedas bruscas no preço, marcando o início de novos mercados de baixa.
O gráfico da CryptoQuant destaca essas fases com setas e círculos vermelhos, e mostra que estamos, de novo, em um momento em que boa parte do capital está concentrada em moedas antigas, sinal clássico de que o mercado pode estar perto de virar.
🎯 Só que agora tem um plot twist
Apesar da semelhança com ciclos anteriores, o contexto atual é diferente. A própria CryptoQuant aponta que estamos vendo uma realocação gradual de capital para altcoins, principalmente com a expectativa de dois eventos:
- Corte de juros nos EUA em setembro
- Aprovação de ETFs spot de altcoins (como XRP e SOL) em outubro
Esses fatores podem atrair novos fluxos institucionais e mudar a dinâmica clássica dos ciclos. Em vez de uma forte queda, o mercado pode ganhar fôlego com a diversificação e entrada de capital nas alternativas ao BTC.
A fase atual ainda é de consolidação, com o bitcoin lateralizando e as altcoins começando a ganhar espaço. Para quem olha o ciclo de forma fria, os dados on-chain mostram cautela. Mas se o cenário macro ajudar, o segundo semestre pode surpreender.
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