A exchange de criptomoedas Gemini divulgou nesta segunda-feira (10) seu primeiro relatório financeiro desde o IPO e apresentou prejuízo muito maior do que o esperado, o que derrubou suas ações no pós-mercado.
A empresa registrou perda líquida de US$ 159,5 milhões no terceiro trimestre, resultado impactado por custos ligados à oferta pública inicial, aumento nos gastos com marketing e compensações em ações. O prejuízo ajustado por ação foi de US$ 1,81, bem acima da estimativa de US$ 0,82 negativa prevista pelo consenso da MarketBeat.
📉 Queda após o fechamento
As ações da Gemini (GEMI) chegaram a cair 12% nas negociações após o fechamento, aumentando a sequência de quedas que já reduziu o valor de mercado da companhia à metade desde setembro.
O papel encerrou o pregão regular em US$ 16,84, com alta de 4%, mas recuou para US$ 15,80 nas negociações estendidas, avaliando a empresa em US4 1,98 bilhão.
O relatório mostrou que as despesas operacionais subiram para US$ 171,4 milhões, superando a receita líquida de US$ 49,8 milhões.
Apesar disso, a Gemini registrou avanço de 52% na receita em relação ao trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da atividade de negociação e pelas receitas vindas de staking, custódia e do cartão de crédito da companhia.
A Gemini Card superou 100 mil contas ativas e movimentou US$ 350 milhões em gastos, mais que o dobro do período anterior. O volume de negociações atingiu US$ 16,4 bilhões, o maior em anos, com destaque para o crescimento entre investidores institucionais.
Em paralelo, a empresa planeja entrar no mercado de prediction markets, buscando aprovação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC) para operar contratos baseados em eventos esportivos e eleitorais. A medida tem o intuito de criar novas fontes de receita e compensar a pressão financeira do negócio principal.
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