Depois de ter praticamente desaparecido em consequência da proibição em 2021, a China recuperou uma fatia relevante do mercado global de mineração de Bitcoin (BTC).
Segundo levantamento do Hashrate Index, o país já representa perto de 14% da capacidade mundial. O retorno acontece em áreas onde há excedente de energia e onde projetos de data centers se multiplicaram nos últimos anos.
Mineradores locais relatam que instalações estão sendo erguidas novamente em Xinjiang, região conhecida pela abundância de eletricidade. Pequenos e grandes operadores aproveitam tarifas baixas e infraestrutura já existente, criando um cenário favorável para quem busca custos menores de operação.
⚡Pressão econômica abre espaço para novas iniciativas
O avanço do BTC em 2025 também colaborou para essa movimentação. A criptomoeda chegou a atingir recordes no início do quarto trimestre, tornando o retorno da mineração mais lucrativo. Para muitos operadores, a combinação entre preço elevado e energia barata foi suficiente para reativar máquinas que estavam paradas.
Fabricantes de rigs confirmam essa retomada. A Canaan registrou forte aumento de vendas dentro do país e já observa uma boa fatia de sua receita vinda novamente de clientes chineses, algo impensável logo após a proibição.
Empresas de mineração se reorganizam
A busca por energia acessível não é o único motivo para o retorno. Em algumas províncias, governos locais investiram pesado em data centers durante os últimos anos. Parte dessa estrutura acabou subutilizada, criando um ambiente propício para que mineradores ocupem o espaço e garantam receita para operadores regionais.
A postura de Pequim segue rígida no papel, mas há sinais de acomodação prática. Em regiões onde a atividade gera receita local e reduz desperdício de energia, autoridades demonstram maior tolerância.
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