Ex-investigador russo é condenado a 16 anos por aceitar suborno em bitcoins

Ex-investigador russo é condenado a 16 anos por aceitar suborno em bitcoins
Canva IA

Um ex-investigador da Rússia, Marat Tambiyev, foi sentenciado a 16 anos de prisão após ser flagrado recebendo um suborno de 1.032 bitcoins, equivalente a US$ 65 milhões. O pagamento ilícito veio de membros do grupo de hackers Infraud, que estava sob investigação de Tambiyev enquanto ele trabalhava para o Comitê Investigativo da Rússia (ICR).

Atuando no ICR desde 2011, Tambiyev acumulou experiência em diversas áreas de investigação, chegando a liderar a divisão investigativa do distrito de Tverskoy, em Moscou. Sua carreira, no entanto, teve um desfecho trágico em abril de 2022, quando aceitou o suborno para garantir que os ativos ilícitos do grupo não fossem confiscados, permitindo que dois membros da Infraud, Kirill Samokutyaevsky e Konstantin Bergmanov, escapassem da prisão.

Quando a corrupção foi revelada, no início de 2023, o valor dos 1.032 bitcoins alcançava 1,6 bilhão de rublos, batendo o recorde anterior de suborno na Rússia, que era de 1,4 bilhão de rublos, pago em parcelas.

Uma busca no apartamento de Tambiyev revelou um MacBook Pro, que, após meses, foi acessado por investigadores. Em um dos arquivos do dispositivo, chamado “Pensão”, foram encontradas chaves para duas carteiras digitais que continham os bitcoins subornados. Esses ativos foram confiscados e transferidos para uma carteira de hardware Ledger Nano X.

Apesar das evidências, Tambiyev alegou inocência, afirmando que fora vítima de uma armadilha e que suas ações contribuíram para a recuperação de fundos associados a atividades criminosas.

Em conexão com o caso, sua subordinada, Kristina Lyakhovenko, também foi condenada, recebendo uma pena de nove anos de prisão. Os advogados de defesa de ambos os réus anunciaram que planejam recorrer das decisões judiciais.

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