No último encontro do BRICS, o grupo decidiu não incluir novos países como membros plenos este ano, segundo declarações do presidente russo, Vladimir Putin. Com a atual lista de nove nações, ele afirmou que, pelo menos por enquanto, o bloco está satisfeito com sua configuração.
Uma ausência de destaque na lista de adesão foi a da Arábia Saudita, que, mesmo tendo recebido um convite anterior, optou por não aceitar o posto nem se tornar um país parceiro.
Apesar disso, treze países foram aceitos como colaboradores oficiais do BRICS, o que lhes garante participação nas discussões, mas sem os privilégios completos de um membro.
A lista completa é: Argélia, Belarus, Bolívia, Cuba, Indonésia, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Turquia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.
Foco em novos sistemas financeiros
Um dos principais temas do encontro foi a criação de sistemas financeiros alternativos. Com a Rússia impedida de usar o sistema de pagamentos SWIFT devido à guerra na Ucrânia, o BRICS intensifica o desenvolvimento de mecanismos que permitam transações em moedas locais, evitando as redes controladas pelo Ocidente.
Contudo, embora o BRICS continue a expandir sua influência, ainda está longe de desafiar o dólar como principal moeda global. Para exemplificar, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelo grupo, tem uma meta de US$ 5 bilhões em empréstimos este ano – muito abaixo dos US$ 72,8 bilhões do Banco Mundial.