O Banco Central da Argentina (BCRA) inaugurou uma exposição que mescla arte, inteligência artificial e economia digital, levando o tema das criptomoedas a um espaço pouco convencional para esse tipo de discussão: o Museu Histórico da própria instituição.
Pela primeira vez, uma entidade bancária central adiciona equipamentos operacionais de mineração de Bitcoin como parte de uma exposição de arte.
A obra, intitulada “Arte, Inteligência Artificial e o Futuro da Economia”, conta com a presença das máquinas de mineração ao lado das “Moneyballs”, esferas de cédulas trituradas, criadas pelo artista e financista Alberto Echegaray.

Imagem: X/ @APompliano
Reconhecido como um pioneiro na arte digital e criptográfica, Echegaray destacou obras que convidam o público a refletir sobre a “desmaterialização” da moeda, com esferas que contêm cédulas de diferentes denominações — tanto reais quanto virtuais —, criando um elo entre o passado e o futuro financeiro.
Mais detalhes sobre a exposição
Uma das peças centrais da exposição é a “Moneyball”, esfera de 50 cm de diâmetro que contém US$ 1 milhão em notas de 100 dólares trituradas e fora de circulação, fornecidas pelo Tesouro dos Estados Unidos. Já os pesos argentinos descartados foram obtidos a partir do próprio BCRA.
Além das máquinas de mineração, algumas esferas conectam o público com dados de avaliação em tempo real de ativos digitais. A visão de Echegaray questiona a dependência social do dólar e explora as mudanças nas dinâmicas econômicas, apontando que, em breve, o papel-moeda pode se tornar obsoleto, restando apenas como um artefato histórico exposto em museus.