Sob a liderança de Warren Buffett, a Berkshire Hathaway decidiu reduzir gradativamente sua participação na Apple pelo quarto trimestre consecutivo. Agora avaliada em US$ 69,9 bilhões, essa fatia representa uma grande queda em relação ao pico de US$ 174,3 bilhões registrado no final de 2023.
A redução representa 25% da posição anterior, deixando a companhia com 400 milhões de ações da gigante tecnológica. Um dado curioso é que a Apple já representou metade do portfólio de ações da Berkshire.
Além disso, o conglomerado diminuiu seu investimento no Bank of America em US$ 9 bilhões. No total, a Berkshire vendeu US$ 36 bilhões em ações no terceiro trimestre, elevando suas reservas de caixa para um recorde de US$ 325,2 bilhões.
O que justificou o baixo interesse na Apple?
O movimento da empresa pode ser de cautela, tendo em vista o alto valor de mercado da Apple, que atualmente está sendo negociada a 31 vezes seus lucros projetados. Além disso, a possibilidade de aumento nos impostos sobre ganhos de capital pode ter influenciado essa decisão.
Outro indicativo de uma postura mais defensiva é a pausa no programa de recompra de ações da própria Berkshire, que desembolsou apenas US$ 345 milhões em recompras no segundo trimestre, valor bem inferior ao padrão de US$ 2 bilhões trimestrais.