Órgão público abre investigação sobre uso de dados de crianças e adolescentes pelo TikTok no Brasil

Órgão público abre investigação sobre uso de dados de crianças e adolescentes pelo TikTok no Brasil
Pixabay

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou o início de uma investigação para apurar possíveis falhas no tratamento de dados pessoais de menores pelo TikTok no Brasil.

O inquérito foi aberto após o órgão, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificar sinais de que a rede social estaria falhando na verificação de idade e coleta de consentimento parental, conforme exigido pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

As determinações

Entre as determinações, a ANPD exige que o TikTok desative, em até 10 dias, a opção que permite o acesso ao feed sem cadastro. Hoje, qualquer pessoa, mesmo sem uma conta, pode visualizar conteúdos, embora sem a possibilidade de curtir ou comentar.

Além disso, a plataforma tem 20 dias para apresentar um plano de melhorias nos mecanismos de verificação de idade dos usuários, a fim de evitar a exposição de menores a conteúdos inadequados.

De acordo com a ANPD, uma análise preliminar indicou fragilidades nas ferramentas da plataforma para identificar a idade dos usuários, além do uso potencial desses dados para personalização de conteúdo, o que pode violar o artigo 14 da LGPD.

Este artigo estipula que o tratamento de dados de crianças só pode ocorrer com o consentimento explícito de pais ou responsáveis e exige transparência sobre o uso das informações e os direitos dos titulares.

O TikTok já foi pressionado por outros países a reforçar medidas de proteção infantil. Na França, Itália e Reino Unido, o acesso a conteúdos sem cadastro ou é limitado ou está em processo de restrição.

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