Andrew Sorrell, auditor do Alabama, nos Estados Unidos, propôs a criação de uma reserva de Bitcoin (BTC) para proteger os residentes contra os efeitos da inflação e os riscos econômicos associados à desdolarização global.
Sorrell argumenta que o BTC, por ser independente do dólar norte-americano, poderia reforçar o balanço patrimonial do estado e servir como garantia para futuras emissões de dívida.
O político destacou que um portfólio equilibrado deve ter diferentes classes de ativos, e as criptomoedas, atualmente avaliadas em US$ 3 trilhões, são uma oportunidade ainda ignorada pelo estado.
“Bitcoin é a classe de ativos de crescimento mais rápido, com grande potencial de valorização. Investir em títulos públicos e em renda fixa pode ser válido, mas quando a taxa de retorno mal supera a inflação, os ganhos reais são quase nulos”.
A proposta despertou atenção fora do estado
Dennis Porter, cofundador do Satoshi Action Fund, analisou o impacto de uma medida como essa.
Para Porter, a adoção de uma reserva de Bitcoin por estados ou nações aumentaria a competição por um ativo com oferta limitada, pressionando os preços para cima.
Além disso, ele prevê que um país membro do G7 e outro do BRICS poderiam implementar reservas de BTC até o final de 2025, desencadeando um efeito dominó entre as demais nações. Porter acredita que até 2026 veremos uma forte adesão à ideia de reservas estratégicas baseadas na criptomoeda primária.
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