Caroline Crenshaw deixará a SEC após perder o apoio necessário para sua renomeação. O Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado cancelou, na última quarta-feira, a votação que decidiria sua recondução, segundo o Punchbowl News. Sem chances de ser renomeada no próximo ano, Crenshaw sairá da agência.
Para contextualizar, Crenshaw votou contra a aprovação dos ETFs de Bitcoin e enfrentou forte oposição de grandes nomes do setor de criptomoedas, como Coinbase e Ripple. A aprovação dos ETFs no início do ano marcou um momento significativo para o mercado cripto, impulsionando altas após o halving do Bitcoin em 2024. Lobistas criticaram sua postura e a classificaram como ainda mais hostil às criptomoedas do que o presidente da SEC, Gary Gensler.
Acesse nosso canal no Whatsapp!
A renomeação de Crenshaw
Investidores e entusiastas de criptomoedas realizaram uma campanha para impedir a renomeação de Crenshaw. Um caminhão com outdoors criticando a comissária estacionou em Washington, DC, como um ato público de oposição.
Com a eleição de Donald Trump, muitos investidores de criptomoedas aguardam uma abertura maior para a indústria cripto em 2025. Crenshaw ainda ocupa o cargo, mas sairá em breve junto com Gary Gensler e o comissário Jaime Lizárraga. Caso o Senado tivesse confirmado sua recondução, ela permaneceria na SEC até 2029.
A saída de Crenshaw deixará a SEC com apenas comissários republicanos no início de 2025. A lei exige que pelo menos dois comissários sejam do Partido Democrata para manter o equilíbrio bipartidário. Sem apoio político, Crenshaw dificilmente retornará à agência.
Um novo presidente aguarda a SEC
Enquanto isso, o libertário pró-cripto Paul Atkins substituirá Gensler. Atkins atuou como comissário da SEC entre 2002 e 2008 e fundou a Patomak Global Partners. Essas mudanças podem aumentar a abertura para o mercado cripto. Com a possível finalização do processo da Ripple, o cenário pode favorecer a aprovação de ETFs de altcoins e ampliar o apoio institucional a diversas criptomoedas no mercado.