Na última terça-feira, 17 de dezembro, o dólar começou a apresentar uma queda após ter superado a marca de R$ 6,20 durante a manhã, quando atingiu seu maior valor desde o início do Plano Real.
A cotação da moeda norte-americana subia 1,7% às 12h16, chegando a R$ 6,2025, mas, por volta das 15h, passou a registrar uma retração de 0,2%, cotada a R$ 6,0937.
A intervenção
O Banco Central foi responsável por um movimento de intervenção, realizando dois leilões de venda de dólares, que injetaram US$ 3,3 bilhões no mercado.
O primeiro leilão, realizado entre 9h36 e 9h41, não foi suficiente para reverter a alta da moeda, tendo vendido US$ 1,272 bilhão com taxa de corte de R$ 6,1005.
Já o segundo leilão, realizado entre 12h17 e 12h22, foi mais impactante.
A venda de US$ 2,015 bilhões, com uma taxa de corte de R$ 6,15, foi o que realmente contribuiu para a reversão da valorização do dólar.
De acordo com a UOL, o especialista Felipe Sant’Anna, da mesa proprietária Star Desk, explicou que as operações têm o intuito de garantir maior liquidez para a moeda, tentando estabilizar o mercado, embora a preocupação com as políticas fiscais do governo federal continue presente, influenciando a dinâmica cambial.
Enquanto isso, para os turistas, a cotação do dólar foi de R$ 6,388 às 15h13.
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