Após conversa com Putin, Trump defende evitar união estratégica entre Rússia e China

Após conversa com Putin, Trump defende evitar união estratégica entre Rússia e China
GROK

Donald Trump disse estar preocupado com a aproximação entre Rússia e China, afirmando que pretende melhorar as relações com ambos os países, mas sem incentivar uma aliança que possa se voltar contra os interesses dos Estados Unidos.

Durante entrevista à Fox News, Trump se identificou como um “estudioso da história” e apontou que, ao longo do tempo, uma das principais lições aprendidas é evitar que Moscou e Pequim se unam de maneira estratégica.

Para o bilionário, essa relação não é natural, e sua intenção é estabelecer um bom diálogo com os dois países separadamente.

A relação entre Rússia e China ganhou força após o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Na época, o presidente chinês declarou uma parceria sem limites com Moscou, oferecendo acesso ao mercado chinês como alternativa econômica para os russos diante das sanções ocidentais.

Na entrevista, Trump também abordou questões econômicas, atribuindo o fortalecimento da parceria sino-russa às políticas energéticas adotadas nos governos anteriores. Ele afirmou que a China teve vantagens econômicas por continuar utilizando carvão, enquanto os Estados Unidos se limitaram a políticas de energia limpa.

Além disso, o presidente norte-americano falou sobre a necessidade de equilibrar o déficit comercial entre os dois países. Com isso, ele pretende se reunir com Xi Jinping em breve.

Trump e Putin discutem cessar-fogo

A declaração foi dada após uma conversa telefônica com Vladimir Putin ontem, 18 de março. O contato entre os dois presidentes teve como pauta a guerra na Ucrânia.

Outro ponto discutido foi a reabertura de missões diplomáticas russas em território norte-americano, principalmente os consulados em São Francisco e Seattle, que foram fechados nos últimos anos.

Além disso, os líderes mencionaram a necessidade de evitar que o Irã ameace a segurança de Israel, embora haja dúvidas sobre o real comprometimento da Rússia nesse aspecto, considerando a cooperação militar entre Moscou e Teerã na guerra da Ucrânia.

A conversa entre os líderes não resultou em um cessar-fogo total, mas houve um acordo parcial para evitar ataques a infraestruturas energéticas e estratégicas. As próximas etapas são a implementação de um cessar-fogo marítimo e, posteriormente, a discussão de uma trégua maior.

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