A Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, registrou um prejuízo contábil em sua posição de bitcoin (BTC) no primeiro trimestre de 2025.
Segundo documento apresentado à SEC dos Estados Unidos em 7 de abril, a empresa acumulou perdas não realizadas que se aproximam de US$ 6 bilhões.
Entre janeiro e março, a companhia aumentou sua exposição ao BTC, adquirindo mais de 80 mil unidades da criptomoeda.
O investimento somou US$ 7,66 bilhões, com cada bitcoin sendo comprado a um valor médio de US$ 94.922.
No entanto, o desempenho negativo da cripto no período — com uma desvalorização de 12%, a pior desde 2018 — provocou uma forte redução no valor de mercado desses BTCs.
Apesar das perdas contabilizadas, a Strategy prevê uma compensação parcial com um benefício fiscal estimado em US$ 1,69 bilhão.
De onde vem o dinheiro para as compras de BTC?
Para sustentar esse ritmo agressivo de compras, a empresa realizou diversas operações de captação de recursos, com destaque para a venda de ações ordinárias Classe A no mercado aberto, que arrecadou US$ 4,37 bilhões, e a emissão de notas conversíveis com vencimento em 2030, responsáveis por outros US$ 1,99 bilhão.
Além disso, foram levantados US$ 1,3 bilhão com a emissão de ações preferenciais nas modalidades de ofertas públicas e no mercado secundário.
No total, a empresa captou US$ 7,69 bilhões no trimestre, valor praticamente equivalente ao montante utilizado na aquisição de bitcoin.
Ao fim de março, a Strategy detinha 528.185 BTC em seu balanço, adquiridos por US$ 36 bilhões no total, o que representa um preço médio de compra de US$ 67.458 por unidade. Com a recuperação parcial do mercado, o valor dessas reservas já ultrapassa os US$ 43 bilhões.
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