O Banco Central da China está trabalhando para conter a desvalorização de sua moeda nacional, em meio à intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos (EUA).
A orientação enviada às principais instituições financeiras estatais busca limitar operações de compra de dólares no mercado interno, principalmente aquelas realizadas por conta própria.
Os grandes bancos chineses foram instruídos a reforçar o controle sobre transações em dólar realizadas por seus clientes.
A estratégia é uma tentativa de limitar a especulação cambial e preservar a estabilidade da moeda local, que tem sofrido pressão diante do novo pacote tarifário anunciado por Washington.
O governo dos EUA elevou para 104% o total de encargos aplicados sobre as importações chinesas, após Pequim se recusar a atender às exigências comerciais impostas pela Casa Branca.
Apesar da pressão, autoridades chinesas reafirmaram que não permitirão uma desvalorização abrupta do yuan.
A prioridade, segundo conselheiros ligados ao banco central, é manter a confiança dos agentes econômicos, mesmo que uma leve perda de valor da moeda possa beneficiar temporariamente as exportações.
Para minimizar os impactos negativos da guerra comercial, a China também avalia aumentar o suporte a empresas estratégicas por meio de incentivos fiscais, subsídios e programas de diversificação de mercados.