O diretor do Banco Central da Colômbia, Mauricio Villamizar, afirmou que a política monetária brasileira é um exemplo do que não se deve seguir.
Entenda
Villamizar questionou a decisão do Banco Central do Brasil de iniciar cortes nas taxas de juros em 2023, para depois interrompê-los e, possivelmente, reverter o curso.
Segundo ele, esse movimento pode criar um cenário de incerteza e instabilidade econômica, pois a falta de sustentabilidade nas reduções de juros pode obrigar o país a elevar as taxas novamente em breve.
O BC brasileiro começou a reduzir a Selic em agosto de 2023, baixando-a de 13,25% para 12,75%. No entanto, a deterioração das expectativas inflacionárias e a pressão sobre os preços ao consumidor levaram à interrupção desses cortes em junho de 2024, quando a taxa permaneceu em 10,5%.
A solução da Colômbia
Villamizar enfatizou que a Colômbia está atenta a esses desenvolvimentos, especialmente diante das pressões internas para reduzir sua própria taxa de juros.
Desde dezembro de 2023, o Banco Central da Colômbia iniciou um ciclo de cortes, começando com uma redução de 0,25 ponto percentual. Já em 31 de julho de 2024, a instituição reduziu a taxa básica para 10,75%, após um corte de 0,5 ponto percentual.
“Nem sempre o que corre mais rápido chega antes“, declarou Villamizar, sublinhando que a Colômbia pretende evitar os erros observados na política monetária brasileira.
Fonte: Money Times