Em 2024, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, mostrou mais uma vez por que é considerada uma das empresas mais consistentes do mercado.
Enquanto o índice S&P 500 registrou um ganho de 24%, a holding liderada pelo “Oracle de Omaha” manteve sua estratégia tradicional de investimentos em valor e conseguiu superar o mercado mais uma vez com uma alta de 25,5%.
No entanto, o cenário de 2025 se desenha como um grande desafio, mesmo para os métodos lendários de Buffett.
Com o bitcoin (BTC) ultrapassando a marca dos US$ 100 mil e um presidente dos Estados Unidos abertamente pró-cripto, o mundo financeiro mostra que está em plena transformação.
A grande questão é: será que Buffett precisará rever sua postura e abraçar o BTC para manter a liderança?
Estratégia vencedora: paciência e diversificação
Diferentemente do S&P 500, que foi impulsionado pelos gigantes da tecnologia Nvidia e Apple, em 2024, a Berkshire apostou em sua estratégia tradicional. Suas ações Classe A começaram 2025 valendo US$ 677.200, superando as expectativas de analistas.
A diversificação foi um dos pilares desse sucesso.
A Apple, que representa entre 30% e 40% da carteira de ações da empresa, continua sendo sua joia da coroa. Outro destaque é a Coca-Cola, um dos investimentos favoritos de Buffett desde os anos 1980, que segue gerando dividendos estáveis de 3,1%.
Mas o verdadeiro diferencial da Berkshire está em seu caixa.
Em 2024, as reservas ultrapassaram US$ 300 bilhões, um número que permite à empresa aproveitar oportunidades enquanto outros investidores hesitam.
Essa robustez financeira será ainda mais valiosa em 2025, caso as ações de tecnologia percam força e os investidores voltem a priorizar o valor intrínseco.
Bitcoin: uma ameaça ou uma oportunidade?
Buffett sempre foi um crítico do Bitcoin, descrevendo-o como “veneno de rato ao quadrado” e questionando seu valor intrínseco.
Mas, em 2025, essas opiniões se mostram cada vez mais desatualizadas.
O BTC alcançou patamares históricos e atraiu investimentos institucionais em 2024, sendo visto como o “ouro digital”.
Com uma nova administração nos EUA fortemente alinhada ao mercado cripto, a popularidade do Bitcoin só tende a crescer.
Jovens investidores e o público varejista, grupos que a Berkshire precisa conquistar para assegurar relevância no longo prazo, já veem a cripto como uma proteção contra a inflação e o futuro das finanças.
Embora Buffett tenha se mostrado resistente, sua história mostra que ele pode mudar de ideia.
Para exemplificar, no passado, o bilionário também evitou ações de tecnologia, apenas para investir bilhões de dólares na Apple anos depois.
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