Boicote ao JPMorgan cresce com choques sobre Epstein e Strategy

Boicote ao JPMorgan cresce com choques sobre Epstein e Strategy
Imagem destaque: Pexels/michelle guimarães

A pressão contra o JPMorgan aumentou, alimentada por duas frentes. A primeira são os documentos judiciais ligados a Jeffrey Epstein e críticas da comunidade cripto à possível exclusão da Strategy (ex-MicroStrategy) dos índices MSCI.

Usuários têm encerrado suas contas no banco e incentivado outros a transferirem seus fundos. A campanha ganhou força nas redes sociais com a hashtag “#BoycottJPMorgan”, impulsionada por discussões sobre a possível reclassificação de empresas com tesouros em Bitcoin (BTC) como fundos de investimento, o que pode tirá-las de índices de referência.

Entre elas, a Strategy (MSTR), maior detentora corporativa de BTC, poderia ser excluída dos índices da MSCI já em janeiro de 2026. O JPMorgan divulgou uma nota projetando que a mudança pode gerar retiradas de até US$ 8,8 bilhões, caso outros provedores adotem critérios semelhantes.

A suspeita de que o JPMorgan teria vendido 25% da posição em MSTR pouco antes do anúncio da MSCI foi interpretada por analistas cripto como uma jogada ensaiada. Max Keiser, conhecido defensor da maior criptomoeda do  mundo, trouxe rumores sobre uma possível posição vendida do banco contra a Strategy. Ele também reforçou a campanha com a frase: “CRASH JP MORGAN, BUY MSTR (& BITCOIN)”.

🧾 Novos documentos do caso Epstein alimentam a revolta contra o banco

O cenário ficou ainda pior com a liberação de documentos judiciais que mostram transações suspeitas entre o JPMorgan e Jeffrey Epstein. Em 2019, após a morte do bilionário sob custódia federal, o banco enviou um relatório de atividades suspeitas ao governo, listando 4.700 transações somando mais de US$ 1 bilhão, dentre elas operações com associados e bancos russos.

Mas o Senado dos EUA questinou a postura da instituição. Segundo o senador Ron Wyden, o JPMorgan teria protegido Epstein enquanto ele ainda estava vivo, reportando apenas US$ 4,3 milhões em transações suspeitas até sua morte. Para o político, a atuação da instituição foi deliberadamente omissa e deveria ser investigada criminalmente.

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