Dirigente do Fed defende cortes rápidos nos juros

Dirigente do Fed defende cortes rápidos nos juros
Imagem destaque: Pexels/Nataliya Vaitkevich

Stephen Miran, integrante do Board of Governors do Federal Reserve, afirmou em entrevista à Fox Business que a atividade já dá sinais claros de esfriamento e que o país precisa de cortes na taxa básica para evitar um freio mais duro na geração de empregos.

Segundo o economista, o aumento do desemprego não tem origem em fatores estruturais, mas na postura mais dura do banco central. Na visão de Miran, o aperto prolongado está pressionando empresas e famílias em um momento em que os indicadores mostram perda de fôlego em pontos importantes do ciclo.

🧭 Pressão por uma trajetória mais suave

Miran reforçou que o Fed deveria acelerar o movimento até um nível neutro de juros. Nas palavras dele, o cenário atual não sinaliza risco imediato de inflação, o que abriria espaço para revisões mais rápidas. 

O argumento acompanha uma leitura de que as decisões do banco precisam considerar não apenas os preços de hoje, mas também o ambiente que vem se formando nos próximos trimestres.

🏛️ O que muda no balanço do Fed

Outro ponto levantado por Miran foi a composição do balanço da instituição. Ele demonstrou interesse em aumentar a fatia de Treasury bills e reduzir parte dos ativos de prazos mais longos. Para o doutor em economia, a forma como o balanço do Fed é estruturado também depende do ambiente regulatório.

Miran avalia que regras mais leves permitiriam operar com um balanço menor, reforçando a ideia de um banco central menos exposto a distorções criadas no período pós-pandemia.

🏠 Mercado imobiliário na mira

O dirigente ainda comentou sobre tarifas e seus efeitos macroeconômicos. Na avaliação dele, os tributos sobre importações tendem a elevar a poupança nacional e reduzir o juro neutro. Isso influenciaria decisões de política monetária nos próximos ciclos.

Sobre o mercado imobiliário, Miran destacou que o país precisa de alívio nas taxas de hipoteca. O encarecimento do crédito imobiliário vem travando novos financiamentos e reduzindo o ritmo de construção, dois elementos sensíveis para a retomada do crescimento nos EUA.

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