O início da semana foi marcado por forte aversão ao risco nos mercados internacionais, com impacto direto no câmbio e na bolsa brasileira. O dólar comercial ultrapassou novamente os R$ 5,90 na segunda-feira (7), enquanto o Ibovespa acumulou sua terceira queda consecutiva, atingindo o menor patamar em quase um mês.
A divisa norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,911, valorizando-se 1,29%. Durante a manhã, o câmbio chegou a recuar com a circulação de um boato que sugeria uma possível suspensão temporária das tarifas dos Estados Unidos contra a China. A informação, no entanto, foi desmentida pouco depois pela Casa Branca, o que devolveu pressão sobre o dólar.
Esse movimento de valorização coloca a moeda no maior nível desde o fim de fevereiro, quando atingiu R$ 5,916. O principal fator por trás da tensão atual é a nova ameaça de Donald Trump, que mostrou sua intenção de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses, caso Pequim não recue da atual política de sobretaxação de 34%.
O ambiente de incerteza também afetou o desempenho das bolsas. O Ibovespa fechou o dia com queda de 1,31%, aos 125.588 pontos. Apesar de uma breve recuperação no meio do dia, estimulada pela falsa notícia do possível recuo americano, o índice voltou a cair com força após o desmentido oficial.
O cenário negativo se repetiu nos Estados Unidos, ainda que com perdas mais moderadas. O índice Dow Jones recuou 0,91%, o S&P 500 teve queda de 0,23%, e a Nasdaq, mais exposta ao setor de tecnologia, conseguiu leve alta de 0,10%.
Já nas praças asiáticas e europeias, o tombo foi forte. Em Hong Kong, o recuo foi de impressionantes 13,22%, enquanto Tóquio desvalorizou 7,83%. Na Europa, os principais índices também fecharam no vermelho, com Frankfurt caindo 4,13% e Londres registrando baixa de 4,38%.
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