Grant Colthup, ex-CEO da exchange australiana de criptomoedas Mine Digital, está sob investigação por suposta fraude, após ser acusado de desviar US$ 1,47 milhão de um cliente que tentava converter seus fundos em bitcoin (BTC).
A Comissão de Valores Mobiliários da Austrália (ASIC) informou que o investidor cripto fez um pagamento de US$ 1,5 milhão à controladora da Mine Digital, a ACCE Australia, mas nunca recebeu a criptomoeda correspondente.
Segundo a ASIC, Colthup utilizou esses recursos para saldar dívidas da ACCE ou adquirir criptomoedas para terceiros, ou uma combinação de ambas as ações.
Durante o período em que o cliente tentou efetuar a compra de bitcoin, o preço da criptomoeda variava entre US$ 18.890 e US$ 24.580. Com o preço atual do BTC em torno de US$ 67.460, a quantia que o investidor deveria ter recebido poderia valer entre US$ 4 milhões e US$ 5,24 milhões.
O colapso da exchange
A Mine Digital entrou em colapso em setembro de 2022 e, desde então, os credores tentam recuperar US$ 16 milhões perdidos.
A empresa operou como uma plataforma de câmbio de criptomoedas e ofereceu diversos serviços de negociação entre maio de 2019 e setembro de 2022, quando entrou em processo de administração.
Uma investigação inicial apontou que apenas US$ 20.000 em ativos estavam sob controle da ACCE, um valor bem inferior aos US$ 16 milhões reivindicados pelos credores.
A PKF, responsável pela recuperação de empresas e insolvência, nomeou Brad Tonks como liquidante da ACCE pouco mais de dois meses após o colapso da plataforma, em 1º de dezembro de 2022.
Além disso, o AFR reportou que a PKF estaria avaliando a possibilidade de processar Colthup em janeiro de 2023, buscando uma ordem judicial que o obrigasse a compensar os credores em busca dos US$ 16 milhões.