Febraban acredita que bancos serão essenciais para a adoção cripto no Brasil

Febraban acredita que bancos serão essenciais para a adoção cripto no Brasil
Pixabay

Um estudo divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com a consultoria Accenture, apresenta um cenário promissor para a atuação das instituições financeiras no mercado de criptomoedas e na tokenização de ativos do mundo real (RWA).

Segundo o relatório, os bancos estão em posição privilegiada para liderar essa transformação digital, à frente de empresas nativas do setor cripto.

A Febraban argumenta que, com sua infraestrutura robusta e a confiança já estabelecida entre os consumidores, os bancos têm a capacidade de superar desafios técnicos e regulatórios que ainda dificultam a adoção em larga escala das tecnologias blockchain.

O estudo aponta, por exemplo, questões como privacidade, padronização e o equilíbrio entre custo e desempenho das transações como obstáculos que podem ser melhor enfrentados pelas instituições financeiras consolidadas.

O papel de uma CBDC na adoção cripto no Brasil

O relatório também aborda o papel do Drex, a moeda digital do Banco Central, como um catalisador para o avanço da descentralização financeira no Brasil.

A participação ativa de bancos e fintechs no desenvolvimento dessa CBDC deve acelerar a adoção de contratos inteligentes e de aplicações descentralizadas (DeFi), criando um ambiente eficiente para transações financeiras.

Entre as principais vantagens, o estudo cita a liquidação em tempo real de ativos tokenizados e a automatização de processos por meio de contratos inteligentes, o que poderia eliminar a necessidade de intermediários em diversas operações.

Já a tokenização de ativos do mundo real é destacada como uma das principais oportunidades para os bancos brasileiros se conectarem ao sistema financeiro global.

A Febraban prevê que esse mercado pode atingir trilhões de dólares até 2030, oferecendo aos bancos a possibilidade de desenvolver serviços de tokenização personalizados para seus clientes, além de criar produtos de investimento inovadores.

Dan Yamamura, sócio-fundador da BRX Finance e da Fuse Capital, destacou em entrevista que a “adoção em massa” dos ativos digitais no Brasil dependerá da integração dessas novas tecnologias pelas grandes instituições reguladas.

Segundo ele, a tendência é que os produtos financeiros passem a ser desenvolvidos não apenas por bancos, mas também por usuários e desenvolvedores de tecnologia, apontando para uma crescente personalização dos serviços financeiros no futuro.

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