A Autoridade Nacional de Jogos da França (ANJ), responsável por regulamentar o setor de apostas no país, está avaliando a possibilidade de bloquear o acesso à Polymarket para usuários franceses.
Fundada nos Estados Unidos, a plataforma de apostas descentralizadas permite que usuários apostem em eventos de qualquer natureza, desde resultados esportivos até acontecimentos geopolíticos e projeções sobre o mercado financeiro.
Nos últimos meses, a Polymarket se destacou por sua movimentação durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos, gerando um volume de apostas que ultrapassou US$ 3,2 bilhões. Somente em 5 de novembro, mais de US$ 294 milhões foram movimentados.
Embora o conceito de mercados de previsão não seja novo, o diferencial da Polymarket está no uso de blockchain, que permite apostas com criptomoedas, sem intermediários tradicionais.
As apostas, por enquanto, são administradas pela própria empresa, mas há planos de descentralização por meio da emissão de um token.
Questões legais e a possível proibição na França
Apesar de sua popularidade global, a Polymarket está enfrentando desafios para operar em certos mercados, e na França a situação é ainda mais delicada.
A ANJ enxerga a atividade da plataforma como um tipo de jogo de azar, o que a coloca sob a jurisdição da entidade.
“Mesmo utilizando criptomoedas, a Polymarket continua sendo uma atividade de apostas. Isso não é legal aqui na França”.
Assim, a ANJ possui autoridade para bloquear o site, mesmo que a Polymarket não seja voltada diretamente ao público francês.
O alerta inicial ao regulador francês teria partido de um apostador francês que realizou uma aposta milionária na vitória de Donald Trump, que poderia gerar um lucro de US$ 19 milhões. Esse episódio chamou a atenção da ANJ, que passou a investigar mais de perto a operação da Polymarket.
Em comunicado, a reguladora informou que está analisando o funcionamento do site e sua conformidade com a legislação francesa de jogos.