O bitcoin (BTC) pode estar entrando em um período de consolidação ou baixa, segundo Ki Young Ju, CEO da CryptoQuant. O empresário apontou que os principais indicadores on-chain mostram que o preço da criptomoeda deve permanecer sem grandes avanços pelos próximos seis a doze meses.
Em publicação na rede social X, Ki destacou que grandes investidores estão se desfazendo de suas posições a preços mais baixos, em um cenário de liquidez reduzida. Além disso, os indicadores MVRV, SOPR e NUPL mostram que a média móvel anual aponta para uma possível reversão de tendência.
Imagem: X/Ki Young Ju
A análise do índice de Lucro e Prejuízo (PnL) feita por Ki mostra que o bitcoin atingiu um topo cíclico, padrão que historicamente marca o encerramento das fases de crescimento. Apesar disso, ele afirmou que não pretende operar vendido no bitcoin e continua mantendo sua posição na criptomoeda.
“Por dois anos defendi o mercado de alta, mas agora os dados mostram outra realidade. A liquidez está baixa e os volumes elevados não sustentaram a alta dos preços”.
No entanto, investidores nos comentários da postagem de Ki discordam dessa análise do empresário. Inclusive, alguns questionaram a precisão das previsões do CEO da CryptoQuant, relembrando que alertas similares no passado não se concretizaram. Outros argumentam que o mercado pode estar apenas aguardando um novo catalisador, como mudanças na política monetária global, para retomar seu ciclo de valorização.
Também é preciso levar em consideração o fator halving. Se o comportamento do BTC seguir o padrão dos ciclos anteriores de redução, um novo topo poderia ser atingido por volta de setembro de 2025. No geral, o bitcoin leva entre 500 e 550 dias após um halving para alcançar um topo de ciclo e entre 780 e 990 dias para atingir um fundo de mercado. Seguindo essa lógica, o ponto mais baixo desta fase poderia ocorrer em maio de 2027.
Fora do mercado de criptomoedas, o S&P 500 mostra um respiro com uma alta de 0,64%, enquanto o Dow Jones e a Nasdaq avançaram 0,85% e 0,31%, respectivamente. Na Europa, o índice Stoxx 600 também apresentou ganhos.
Mesmo assim, as perspectivas econômicas globais seguem incertas. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo sua projeção de crescimento do PIB mundial, citando barreiras comerciais e tensões geopolíticas. Já nos Estados Unidos, as vendas no varejo cresceram abaixo do esperado.
Quem está vendendo bitcoin?
Com o bitcoin sendo negociado a US$ 82.554 no momento da escrita do artigo, a dúvida que fica é quem está se desfazendo de seus BTCs? Em primeiro lugar, temos os investidores institucionais. Nas últimas semanas, os ETFs spot da cripto número um registraram saídas líquidas que totalizaram US$ 921 milhões em apenas quatro dos últimos cinco dias de negociação.
Além disso, investidores de curto prazo, que detêm bitcoin por menos de seis meses, estão realizando vendas em prejuízo, o que aumenta a pressão do lado dos ursos. Entre esse grupo, pequenos investidores com menos de 1 BTC têm se desfeito de seus ativos durante movimentos de alívio no mercado, contribuindo para a instabilidade dos preços.
O índice STH-SOPR, que mede se investidores de curto prazo estão vendendo com lucro ou prejuízo, aponta que, desde que o bitcoin caiu abaixo de US$ 95 mil, esse indicador permaneceu consistentemente abaixo de 1, mostrando que a maioria das vendas recentes ocorreu com perdas.
Esse comportamento é característico de momentos de capitulação, em que investidores menos experientes abandonam suas posições, abrindo caminho para possíveis novas acumulações por players mais robustos.
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