Em 2008, Rockdale, uma pequena cidade no Texas, enfrentou uma grande crise econômica. O fechamento da planta de alumínio da Alcoa, que durante décadas havia sido o maior empregador da região, resultou em centenas de demissões e uma redução na base tributária local. Sem os recursos financeiros necessários, serviços públicos essenciais sofreram cortes, deixando a cidade à beira do colapso.
No entanto, a história de Rockdale começou a mudar com a ascensão do Bitcoin. A infraestrutura de energia que restou após a saída da Alcoa se tornou um terreno fértil para a mineração da criptomoeda primária, oferecendo energia barata e abundante que os mineradores de BTC tanto buscavam.
A chegada das empresas de mineração foi recepcionada com ceticismo, inclusive pelo prefeito Ward Roddam, que se questionava sobre a viabilidade e a permanência desses novos empreendimentos.
Com o tempo, ficou evidente que a mineração de Bitcoin trouxe bons empregos, além de renovar a esperança para a comunidade.
As empresas de mineração investiram US$ 1 bilhão em Rockdale, tornando-se algumas das maiores contribuintes de impostos do condado de Milam e impulsionando a arrecadação para as escolas e outros serviços públicos.
Além disso, essas companhias se engajaram com a comunidade, patrocinando eventos, doando para programas esportivos juvenis e até apoiando as autoridades locais.
A transformação de Rockdale não é um caso isolado
O Texas se consolidou como um polo para a indústria de criptomoedas, com 22 mil pessoas empregadas em empresas de mineração de Bitcoin no estado. Inclusive, a cidade Corsicana está se preparando para experimentar benefícios econômicos semelhantes, com projetos como o da Riot Platforms, que promete criar centenas de empregos e gerar bilhões em compras tributáveis.
No entanto, nem todos veem a mineração de Bitcoin com bons olhos. Críticos apontam que a indústria não gera empregos suficientes para justificar seu elevado consumo de energia. A essas críticas, Roddam defende que a experiência de Rockdale demonstra o contrário.