Warren Buffett viu escapar US$ 40 bilhões em potenciais ganhos ao vender, antecipadamente, grandes quantidades de ativos da Berkshire Hathaway.
De acordo com a Barron’s, o veterano de Wall Street optou por reduzir as posições de sua companhia em US$ 127 bilhões em 2024, com destaque para a venda de US$ 100 bilhões em ações da Apple e mais US$ 10 bilhões em participações no Bank of America.
A venda das ações da empresa da maçã por Buffett é responsável por uma perda estimada de US$ 20 bilhões.
Além disso, o afastamento gradual da Berkshire Hathaway do setor bancário dos EUA nos últimos anos, com a venda de ativos do Bank of America, JPMorgan Chase, Wells Fargo e Goldman Sachs, resultou em uma oportunidade adicional de US$ 20 bilhões deixada para trás.
Apesar disso, Buffett mantém um recorde de US$ 311 bilhões em caixa, disponível para possíveis investimentos, caso as condições de mercado se tornem favoráveis ao CEO, agora com 94 anos.
Nos últimos cinco anos, o desempenho da Berkshire Hathaway esteve em linha com o S&P 500, e suas ações acumulam uma valorização de 27% em 2024.
Meyer Shields, analista do KBW, aponta que a nova administração de Donald Trump pode trazer impactos positivos para a empresa no que diz respeito ao estímulo de atividades econômicas.
Quanto à sucessão de Buffett, o analista acredita que a mudança de liderança pode ter pouco impacto nas operações da companhia, mas deverá influenciar a percepção dos investidores.